“Nós passamos… mas os livros ficam”

Cerimónia. António Lobo Antunes recebeu o Prémio Camões 2007

“Nunca vi perguntarem ao milionário se era bom receber dinheiro. Isso é como se [eu] fosse um pobrezinho.
Pensam que os artistas são uns pobrezinhos…”, respondeu, lamentando-se, António Lobo Antunes ao DN, quando lhe perguntámos o que iria fazer com os cem mil euros que recebeu ontem pelo Prémio Camões 2007. E perante a insistência da verba em causa, lá soletrou um pouco contrafeito: “Vou comprar uma ‘económica’ [sopa da tasca] e uma carcaça!”

O escritor galardoado com o Prémio Camões 2007, o maior de Língua Portuguesa, chegou ao Mosteiro dos Jerónimos minutos antes da cerimónia, de jeans, mocassins e uma camisa branca sem gravata. Igual a si próprio.

E foi assim que falou para a plateia durante a cerimónia que juntou os presidentes Cavaco Silva e Lula da Silva. Falou do seu poeta preferido, Camões, citando a frase que mais admira esta ditosa Pátria minha amada, confessando também que “são as pessoas da Língua Portuguesa que me interessam”. Lobo Antunes, que sobre os seus escritos diria “nós passamos… o que importa são os livros, que ficam”, fez um discurso da lusofonia. “Penso muito na nossa língua”, “tenho o maior orgulho em ser português

Fonte:-DN/LEONOR FIGUEIREDO

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One Comment on ““Nós passamos… mas os livros ficam””

  1. Rui Madeira Says:

    “Orgulho em ser português”…….Ora aí está o que faz falta…..


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